Executivo participou de pesquisa de opinião sobre os desafios da gestão de estoques de resinas diante dos custos financeiros e das incertezas que ainda afetam a logística e os prazos de entrega

Felipe Toledo, diretor executivo da Camargo Embalagens, participou de uma pesquisa de opinião promovida pela Plásticos em Revista, uma das principais publicações especializadas da cadeia do plástico no Brasil. A discussão reuniu executivos e representantes do setor em torno de uma questão estratégica para a indústria: diante do atual cenário econômico e de abastecimento, manter estoques elevados de resinas representa um custo recorrente ou uma precaução necessária contra as instabilidades do mercado?

Para Toledo, a resposta está no equilíbrio entre segurança operacional e eficiência na utilização do capital. Em um ambiente de juros elevados, manter grandes volumes de matéria-prima armazenados significa imobilizar recursos e assumir custos adicionais com armazenagem, seguros e movimentação. Ao mesmo tempo, as incertezas relacionadas aos prazos de entrega ainda exigem das indústrias uma margem de segurança capaz de preservar a continuidade da produção.

“A gestão está nesse ponto: achar o volume que segura a instabilidade de entrega sem comer o caixa”, destacou o executivo.

Na avaliação de Toledo, o desafio atual está menos relacionado à disponibilidade física das resinas e mais à previsibilidade de sua chegada. As mudanças nas rotas internacionais, o aumento dos tempos de trânsito e os impactos sobre fretes e seguros continuam adicionando complexidade à cadeia de suprimentos.

Por isso, a Camargo Embalagens mantém estoques de segurança para determinados materiais, mas trabalha para dimensioná-los de maneira criteriosa, conciliando proteção da operação, compromisso com os clientes e gestão responsável do capital.

“Estoque demais é financiar o problema do fornecedor com dinheiro que a operação precisa. Estoque de menos é deixar o resultado do ano na mão de uma programação que hoje não se cumpre sozinha. Não existe decisão fácil e sem custo neste tema”, afirmou Toledo.

A análise reforça uma visão que ganha relevância em toda a cadeia de embalagens: eficiência não significa simplesmente reduzir estoques, mas desenvolver capacidade de planejamento, acompanhar riscos e encontrar o nível adequado de proteção para manter a operação preparada diante das oscilações do mercado.

Para a Camargo Embalagens, essa gestão está diretamente relacionada à confiabilidade do fornecimento e ao compromisso de construir relações de longo prazo com seus clientes. Planejamento de demanda, proximidade com fornecedores, acompanhamento do mercado e gestão de matérias-primas são fatores que contribuem para uma cadeia mais previsível e preparada para responder às necessidades dos parceiros.

Ao resumir o desafio, Toledo reforça a prioridade que deve orientar as decisões de abastecimento: “Mas o produto mais caro continua sendo o que não chega.”

A participação de Felipe Toledo na pesquisa da Plásticos em Revista reforça a presença da Camargo Embalagens nos debates relevantes para o desenvolvimento do setor e sua atuação voltada à eficiência, à previsibilidade e à construção de relações de confiança ao longo da cadeia de fornecimento.